O que significa «local-first» e porque é importante para a sua privacidade
A maioria das aplicações atuais é cloud-first: o que escreve é enviado para os servidores da empresa e o seu telemóvel mostra-lhe uma cópia. Uma aplicação local-first faz o contrário — os dados reais vivem no seu dispositivo, e tudo o que sai dele é escolha sua. Não há nenhum servidor com os seus registos, por isso não há nada que possa ser violado, vendido, requisitado judicialmente ou perdido quando uma empresa fecha.
As verificações
1. Obriga-o a criar uma conta?
Uma conta significa uma cópia da sua identidade — e normalmente dos seus dados — no servidor de outra pessoa. Muitas aplicações pedem uma apenas para sincronizar ou para lhe fazer marketing. Se a aplicação funcionar plenamente sem registo, há menos um sítio de onde a sua informação pode fugir.
2. Onde são guardados os seus registos?
Procure uma declaração clara de que os dados ficam no seu dispositivo e do que acontece quando não ficam: que servidor, em que país, encriptados ou não. "Guardado em segurança na nuvem" continua a significar guardado por outra pessoa.
3. Contém rastreadores ou código de publicidade?
No Android, pode procurar qualquer aplicação no Exodus Privacy (reports.exodus-privacy.eu.org), que lista o código de análise e de publicidade que ela contém. Zero é o número a procurar. Código de publicidade numa aplicação que guarda registos sensíveis é um sinal de alarme.
4. O que diz a política de privacidade sobre partilha?
Procure nela "partilhar", "parceiros", "publicidade", "afiliados" e "vender". Uma política fiável para uma aplicação de registos pessoais é curta, específica e tem pouco a dizer sobre essas palavras.
5. Consegue retirar os seus dados — e desaparecem se deixar de pagar?
Deve poder exportar tudo num formato padrão, como CSV ou PDF, a qualquer momento. Algumas aplicações bloqueiam o seu histórico atrás de uma subscrição; uma aplicação justa nunca lhe tira o que já registou.
6. Que permissões pede?
Uma aplicação para registar um tipo de informação não tem motivo para querer os seus contactos, a sua localização ou o seu microfone. Cada permissão de que não precisa é uma porta que não tem de estar aberta.
Como são feitas as aplicações Coffer
O que regista fica numa base de dados encriptada no seu próprio dispositivo. Não há conta para criar, nenhuma ferramenta de análise a observá-lo e nenhum servidor nosso com uma cópia — por isso não há nada que possamos deixar fugir, vender ou perder. Exporte os seus dados sempre que quiser; nada do que já registou desaparece se deixar de pagar.
Todas as onze aplicações Coffer funcionam assim. Estão concluídas e em fase de testes, e chegam primeiro ao Google Play — inscreva-se na lista de espera para saber quando.
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